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Aiiii!!!

Faço ferida sem querer, inconscientemente afiada.
Escrito por gabriela schwab às 19h44
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Gosto de quê?

Quero comer todo dia. Amassadinho com aroma de pitanga. Até o sol deitar vadio. E lamber os dedos depois desse gosto bom. Numa cumbuca de barro, derretido, enquanto minha barriga saltita de satisfação. Abocanhar suas coxas. Quanta teimosia. Inteiro, em caldas, esperando que o tempo passe. Outras tardes. Alvorada. Ás vezes, com pressa. Sim, para sempre mergulhar em teus braços – picantes – malaguetas, com os olhos abertos. Digo: e te sorrir semi-anis. Não existe redenção atrás das portas. Claramente te mastigar como flores. Venha, te desafio. A mesa está pronta. Aproveite, não nos consumou a daninha, a erva maldosa que fere e devasta. Quero-te pintura, palácio e religião. Ser sua dança que flutua e alimenta.
Escrito por gabriela schwab às 09h30
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O JARDIM DAS OLIVEIRAS
 Priscila, eu, Tatyana, Patrícia, Perla, Paula, Vovó, Adriana, Juliana, Érica e outras duas amiguinhas de quem não me recordo os nomes. 1991, Chácara da Vovó, só uma fatia das netas.
Escrito por gabriela schwab às 20h01
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BANDEIRA
É preciso acompanhar de perto como tenho enfraquecido e já não possuo os mesmos limites elásticos. Estrebucho no chão. Turva, dissolvo-me noturna numa pia qualquer. Sujeitos se aproximam de mim, repulsa. Se pudesse ao menos continuar a tocá-los como antes. Agora sinto somente náusea.
Escrevo longas cartas sem nexo. Olhe, são sempre frases escancaradas, que revelam o óbvio. Bandeira é pouco.

Andrew Ek (estou apaixonada por esse cara)
Escrito por gabriela schwab às 23h05
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máquina nos cabelos novamente?

Escrito por gabriela schwab às 21h17
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Bravo pour le clown

Un clown est mon ami Un clown bien ridicule Et dont le nom s'écrit En gifles majuscules Pas beau pour un empire Plus triste qu'un chapeau Il boit d'énormes rires Et mange des bravos
Pour ton nez qui s'allume Bravo ! Bravo ! Tes cheveux que l'on plume Bravo ! Bravo ! Tu croques des assiettes Assis sur un jet d'eau Tu ronges des paillettes Tordu dans un tonneau Pour ton nez qui s'allume Bravo ! Bravo ! Tes cheveux que l'on plume Bravo ! Bravo !
La foule aux grandes mains S'accroche à ses oreilles Lui vole ses chagrins Et vide ses bouteilles Son cœur qui se dévisse Ne peut les attrister C'est là qu'ils applaudissent La vie qu'il a ratée !
Pour la femme infidèle Bravo ! Bravo ! Et tu fais la vaisselle Bravo ! Bravo ! Ta vie est un reproche Qui claque dans ton dos Ton fils te fait les poches Et toi, tu fais l'idiot Pour la femme infidèle Bravo ! Bravo ! Et tu fais la vaisselle Bravo ! Bravo !
Le cirque est déserté Le rire est inutile Mon clown est enfermé Dans un certain asile Succès de camisole Bravos de cabanon Des mains devenues folles Lui battent leur chanson
Je suis roi et je règne Bravo ! Bravo ! J'ai des rires qui saignent Bravo ! Bravo ! Venez, que l'on m'acclame J'ai fait mon numéro Tout en jetant ma femme Du haut du chapiteau Bravo ! Bravo ! Bravo ! Bravo !
Edith Piaf (France)
Escrito por gabriela schwab às 21h57
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E agora?

Escrito por gabriela schwab às 21h21
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Giz e Carvão

cinema entre as pernas
em câmera lenta
ele pega
ela deita
noir.
Escrito por gabriela schwab às 14h53
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Ouvindo Years of Solitude

Entendi que meu desejo não viria quando o sol despontasse. E doeu uma fisgada metálica. Cobri a cara, envergonhada, no escuro. Saudade. Essa procura interminável por algum sentido. Mas não desisto. Ainda posso encontrar um pouco de calma na lembrança dos olhos dele, ápice de madrugada. Enquanto ajoelho numa calçada qualquer. Ou ando para algum lugar. Abro outras e outras feridas que não cicatrizam. Ando porque é bom andar. Ando na chuva fininha que vai umedecendo minh’alma. A chuvinha que vai levando a poeira, transformando-me em barro. Tentando alcança-lo, estendo as mãos no vácuo. Um pulo, um giro no espaço. Deparo-me com uma estrela que sangra. Derreto-me, vou descendo escadas. O inferno é infinito. A terra fica para o lado oposto, queima. Passeio a língua no céu. Essa minha vida de fome e lágrimas. O amor não sabe nada de mim, voou embora. Foi para o outro lado da lua, ficou transparente, virou meu inimigo. O amor entornou. Mas tenho a lembrança que me acalma. Brinco de amarelinha, transpassando os pés sobre as nuvens. Estou chegando perto. Ainda tem as cordas e as serpentes. Não sei exatamente se é dia ou noite. Tanto faz. Soluço. Perdi algo. Não consigo descobrir como isso pode acontecer, mas faz uma falta danada. Então, ando porque de nada adianta ficar. E tem o rio também, que é triste, chora sem parar, trocando tudo o tempo todo. Os rios se atrapalham. Água que foge. Ando na beirada. Equilíbrio. Foi para longe de mim, sumiu. Vou me acorrentar. O próximo passo é decisivo. Petrificada, vou me misturar com a água.
Óleo de tinta que pinta a tela do meu laptop. Hoje coloquei o abajur ao meu lado. Ele já estava assombrando minhas costas. Escrevo sem parar. Encho o teclado de fumaça. Festa na tela. Parece que estou fazendo as pazes com as letras. Ele deveria chegar para me colocar na cama. É assim, dizem, que o amor faz quando percebe cansaço. Foi embora, mas deixou a lembrança dos olhos para me torturar. Não esqueço, não conheço. Encerro assim, como quando ele me olhava. Vou me misturar com a água. Nenhuma palavra o alcança. Ando sonâmbula, não desisto.

Escrito por gabriela schwab às 15h55
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Ingredientes:

• 2 gemas • 3 colheres de sopa de açúcar branco • 1 colher de leite • 1 colher de nata • 12 fatias de pão de véspera • óleo • açúcar em pó • canela moída
Escrito por gabriela schwab às 02h31
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Só dormindo
 Andrew EK
She Only Sleeps - David Byrne
She might dance all night In a topless bar Fool around, go too far But I don't mind You see things are not what they appear 'Cause she only sleeps with me.
She might drink a bit Lose her way Crash the car But come out OK And my friends might laugh But they only know what they can see And she only sleeps with me
Nights on Times Square Live and on stage High heels She feels That she's dancin' for me
And the little bird Flies from tree to tree To the highest branch Where she thinks she's free She can have it all That's the reason you wouldn't believe That she only sleeps with me
There's a porno book In the library Nothin' ever goes Were it shouldn't be And the world is queer And the human is strangest of all And she only sleeps, yeah, she only sleeps Yeah, she only sleeps with me
(gab)
Escrito por ca - ou - ga às 18h30
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Mulher Bomba
Mas o que dar em troca quando tenho somente silêncio? O que não é tão somente só. Dá margens a múltiplas interpretações. Não era por ausência em sua vida que deixaria de amá-lo. Apenas o tempo correu insano em boas direções, atiçou a história. De repente volto ao começo de uma nova possibilidade. Haveria alguma modificação clara em suas atitudes ou estava diante da negação mais uma vez? Como compreender e pedir justificativa se no exato momento em que estavam unidos era tão claro indício de desenlace? Mesmo assim o maldito tempo agora desnecessário. Quantas noites mais sem aqueles olhos de um lado sede, do outro copo cheio d’água? Como é patética essa especulação. Ele agiu assim. Eram somente naquele instante tão irresistíveis que se deu o milagre, quando marcava sabe-se lá que horas no calendário universal. E então, de novo desapareço?
(gab)

Escrito por ca - ou - ga às 23h15
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"Ando numa felicidade doida, consciente do fugaz, do frágil" Caio Fernando Abreu

Escrito por ca - ou - ga às 22h55
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Carmim
Era dia de festa. Os olhos fundos num sorriso cantavam. A roda de amigos era composta por seus movimentos que tinham ritmos quase perfeitos. Embaixo da mesa era bailarina e arranhava minhas pernas com as pontas dos pés, sem perceber, produzindo barulho de atabaque no peito. A voz dela logo começou a percorrer o espaço, treinava uma música espanhola que gelava-me a espinha e descia garoando até bem perto do ventre. Tudo isso culminou em explosiva vontade de guardá-la para sempre, minha Carmem. Era carne sua boca acompanhada por braços que davam voltas intermináveis no ar. Era quente o xale que havia guardado, ainda sem imaginar a possibilidade desse encontro, para cobrir seus ombros delicados quando as noites acabassem. Carmim o meu desejo. Era dia do seu aniversário e eu comemorava a felicidade de saber que ainda tinha sede e que talvez pudesse nunca bebê-la, mas a vontade e todas essas sensações despertadas trouxeram-me , e você deve saber bem ao que me refiro, um sentimento de mundo, uma consciência entorpecente de vida. (gab)

Escrito por ca - ou - ga às 22h44
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Amor é invenção
Chega rasgando. Engana a fome. Em grande quantidade, alucina. Os olhos, às vezes, se assemelham a pontos difusos de luz. Uma punhalada, uma oração. O amor é tão somente uma palavra que inventamos para nos sentirmos mais limpos. Não tente apalpá-lo. Engula o amor. Uma fatia que seja. Depois, faça a digestão, transforme tudo isso em sua vida. Empurre para dentro. Não tem volta. Se doer, se te der ressaca, a receita, sempre, é beber litros e litros. Apnéia. O amor é água.
(gab)

Dan Estabrook
Escrito por ca - ou - ga às 08h38
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